| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | A. stygius |
O mocho-diabo é uma coruja da família dos estrigídeos.
Também conhecida como coruja-diabo e mocho-do-diabo. Vive em áreas de cerrado e em florestas artificiais de pinheiros, na Amazônia, Centro-oeste, Sudeste e Sul.
Recebe esses nomes devido a sua coloração escura e pela cor vermelho brilhante dos olhos ao refletir a luz incidente, lembrando a figura de um “demônio”.
França: Hibou maitre-bois
Alemanha: Styxeul
Espanha: Búho Negruzco
Seu nome científico significa: do (latim) asio = tipo de coruja orelhuda; e sygium, stygius = do inferno, infernal. ⇒ Coruja orelhuda do inferno. Na mitologia grega Styx era o nome de um rio no mundo inferior.
Primeira descrição: Nyctalops stygius - Wagler. 1832 - Minas Gerais - Brasil
Coruja de tamanho médio-grande, variando de 38 a 46 cm. Apresenta aspecto escuro com duas “orelhas” eretas, olhos apresentando íris amarela. O adulto pesa entre 591 e 675g.
O Mocho Diabo apresenta um disco facial marrom escuro com manchas brancas finas. Ele apresenta uma curta, porém importante sobrancelha branca. Entre os olhos pode-se encontrar uma mancha em forma de gota de pequenas penas claras. Orelhas longas e visíveis particularmente quando o pássaro está alerta. As partes superiores são de coloração cinza amarronzada, a coroa é fortemente coberta com manchas brilhantes que contrastam com a coloração escura de fundo. O manto, asas e seu entorno tem cor cinza escura sólida, deixando apenas algumas bordas pálidas nas pontas das penas. As coberteiras são ligeiramente manchadas de branco. As rêmiges primárias exibem padrão na cor cinza escuro com algumas estrias de manchas pálidas. As rêmiges secundárias apresentam listras escuras. A cauda é escura com fino barrado claro. As partes ventrais são marrom pálido com grandes marcas escuras na porção superior do tórax. O ventre inferior é coberto com longas linhas escuras na forma de gotículas ou em forma de largas estrias e o crisso é marrom claro. Os tarsos são emplumados. Os pés são parcialmente cobertos com penas curtas. Íris amarela ou amarelo alaranjada. A cera é marrom acinzentada, bico preto. As pernas são marrons claro, as garras são fortes e apresentam as pontas pretas.
Os juvenis são claros, com plumagem pálida apresentando um fino barrado cinza. O disco facial e as asas são de coloração fuligem escura ou preta bastante contrastante com a coloração clara do restante da cabeça.
Possui seis subespécies reconhecidas:
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de pequenos mamíferos, incluindo morcegos, e aves até o tamanho de pombos. Inclui-se também outros pequenos vertebrados e insetos.
Tem como hábito de caça a investida à presa vinda de um poleiro. Morcegos são caçados em pleno voo.
Durante a corte, é comum macho e fêmea vocalizarem próximos ao local do ninho. Época reprodutiva coincide com a primavera, no hemisfério sul.
Em árvores, usam ninhos de gravetos abandonados por aves de grande porte. Eventualmente nidificam no solo, em uma depressão raza. A fêmea bota geralmente dois ovos brancos, que são exclusivamente incubados por ela.
Os ninhegos são alimentados pelo casal.
Coruja estritamente noturna. Esconde-se durante o dia em densa folhagem ou galho de árvore coberto com epífitas, geralmente perto do tronco.
Quando alarmada, apresenta postura bastante fina e ereta, com “orelhas” (tufo de penas) eretos. Quando em posição relaxada, as “orelhas” permanecem abaixadas e não visíveis.
Bastante territorial: machos vocalizam em seu território, cantando nas copas das árvores
Habita a floresta úmida até semi-árida em áreas montanhosas, com altitudes variando de 600 até 3000 m, localmente talvez até altitudes mais altas se houver árvores presentes.
Também paisagens semi-abertas com grupos de árvores esparsos e arbustos.
Normalmente não ocorre em áreas baixas (apenas localmente).
Em Ubatuba/SP , foi registrado num condomínio à beira-mar , à pouco mais de 100 metros da areia da praia (Observações pessoais Henry Miller Alexandre)
Eventualmente pode ser avistada em áreas urbanas arborizadas.
Do noroeste do México até a América Central e Caribe, e América do Sul. Faixa entre a Colômbia e o Equador até o norte e nordeste da Argentina (Misiones) e Sudeste do Brasil.
No Brasil, ocorre nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal(Mapa de ocorrência - Avibase)